sexta-feira, abril 30, 2004
Motivação é difícil de se encontrar...
Com estas condições...
- auferir de rendimento mensal entre 2 000 a 25 000 contos (uns menos, mas outros mais, muito mais);
- só trabalhar umas 2 horitas de manhã e outras 2 de tarde (e quando é);
- ser famoso sem saber lêr e escrever (alguns só conhecidos, mas mesmo assim);
- por vezes, com carro e casa dados (já para não falar em roupa, e de marca);
- e pretendidos para aparecer na TV a troco de dinheiro (grandes quantias até);
... é preciso ter lata para vir a público dizer que vão fazer tudo para ganhar, pois o colega de equipa X faz anos, ou que querem dedicar a vitória à pessoa muito especial Y, ou para agradecer aos sócios que tanto apoiaram a equipa. Não! É preciso sermos profissionais, temos que nos esforçar porque só assim é que se entende estármos a trabalhar (em campo), pois, se eu não me esforçar, que lá estou a fazer? Queixo-me de falta de motivação? Ok. Talvez até possa estar a passar por um problemazito, mas, com estas condições de trabalho a desmotivação não aparece muitas vezes! Pelo menos para alguns! De quem falo?!
Dos coitados dos jogadores de futebol. De quem todos nós abusamos!
- auferir de rendimento mensal entre 2 000 a 25 000 contos (uns menos, mas outros mais, muito mais);
- só trabalhar umas 2 horitas de manhã e outras 2 de tarde (e quando é);
- ser famoso sem saber lêr e escrever (alguns só conhecidos, mas mesmo assim);
- por vezes, com carro e casa dados (já para não falar em roupa, e de marca);
- e pretendidos para aparecer na TV a troco de dinheiro (grandes quantias até);
... é preciso ter lata para vir a público dizer que vão fazer tudo para ganhar, pois o colega de equipa X faz anos, ou que querem dedicar a vitória à pessoa muito especial Y, ou para agradecer aos sócios que tanto apoiaram a equipa. Não! É preciso sermos profissionais, temos que nos esforçar porque só assim é que se entende estármos a trabalhar (em campo), pois, se eu não me esforçar, que lá estou a fazer? Queixo-me de falta de motivação? Ok. Talvez até possa estar a passar por um problemazito, mas, com estas condições de trabalho a desmotivação não aparece muitas vezes! Pelo menos para alguns! De quem falo?!
Dos coitados dos jogadores de futebol. De quem todos nós abusamos!
domingo, abril 25, 2004
O 25 de Abril de 1974
Todos nós vivemos com a ideia de que o 25 de Abril de 1974 foi uma das grandes revoluções internas que nos levou a uma democracia, a um Estado de direito democrático. Não há dúvidas. Na altura, e para ser simples de modo a que todos os que me leêm compreendam, o regime político (governo) era o inimigo público n.º 1 e o povo (população) era o lado bom da história. Após este marco, é óbvio que tudo mudou para melhor, houve direitos que deixaram de ser violados, a liberdade nasceu... Enfim, eu que já nasci a posteriori de 1974, posso escrever aqui muita coisa, mas nada sentido, logo, pouco valorado...
Mas as injustiças e violações de princípios e direitos cometidas pelo regime de outrora não deixaram de existir, só que agora são cometidas por outros, por individualidades, em vez do Governo temos o administrador da empresa X, o director-nacional da polícia Y, o funcionário público do Ministério Z, entre outros com certeza; e os seus destinatários também não somos nós, povo de Portugal, mas são o João, a Maria e se calhar tu também. Quantas vezes já não ouvimos falar de histórias de injustiças? Por muito que muitas sejam inventadas, há-de haver muitas que foram verdadeiras injustiças ignoradas!
Que nos vale então o 25 de Abril de 1974? Pelo menos a todos nós juntos não nos podem "tocar", mas, mesmo assim, é pouco. Se temos que mudar, então que mudemos para o melhor possível. Não nos contentemos com o mínimo necessário.
Para mim, este marco valeu muito, bastou-me ouvir os meus pais e avós. Mas será que chega? Este mundo ainda está muito injusto. E quase sempre para os mesmos. Eu vou tentar mudá-lo. E tu?
Mas as injustiças e violações de princípios e direitos cometidas pelo regime de outrora não deixaram de existir, só que agora são cometidas por outros, por individualidades, em vez do Governo temos o administrador da empresa X, o director-nacional da polícia Y, o funcionário público do Ministério Z, entre outros com certeza; e os seus destinatários também não somos nós, povo de Portugal, mas são o João, a Maria e se calhar tu também. Quantas vezes já não ouvimos falar de histórias de injustiças? Por muito que muitas sejam inventadas, há-de haver muitas que foram verdadeiras injustiças ignoradas!
Que nos vale então o 25 de Abril de 1974? Pelo menos a todos nós juntos não nos podem "tocar", mas, mesmo assim, é pouco. Se temos que mudar, então que mudemos para o melhor possível. Não nos contentemos com o mínimo necessário.
Para mim, este marco valeu muito, bastou-me ouvir os meus pais e avós. Mas será que chega? Este mundo ainda está muito injusto. E quase sempre para os mesmos. Eu vou tentar mudá-lo. E tu?