segunda-feira, maio 24, 2004
Fumar ou não Fumar
O vício de fumar tem vindo a conquistar todo o mundo, essencialmente as sociedades mais desenvolvidas. O acto de fumar, além de ser prejudicial à saúde porque nos pode matar, traz também consigo um leque de consequências agradáveis:
1. Odor característico. É tão bom quando alguém nos diz por vezes que há certas lixeiras que cheiram melhor que a nossa boca e até que as nossas mãos. Temos que ver isto numa perspectiva positiva. Ora pensem: se para construir uma lixeira é necessário muito terreno disponível, e este, por ser cada vez mais escasso, encontra-se bastante valorizado, então agora imaginem quanto não valerá a boca de um fumador de (por exemplo) 7 anos?! Ainda com a promoção de levar um pack de 32 ou 23 (já não me lembro bem, sempre fiz confusão com os algarismos 2 e 3) dentes e, com estes, uma valiosíssima colecção de cáries! Em relação às cáries, uma vez ouvi dizer um dentista que, com a actual medicina dentária, é muito raro encontrarem-se cáries. E eu, esperto não é, pensei:
- Ai é raro, é? Então quando eu for o único gajo do mundo com cáries, quero ver quanto dinheiro receberei para ir à TV e a outras revistas do cenário (Maria, Telecinema, entre outras) mostrá-las!?!
2. Respiração inconfundível. Outro ponto importantíssimo que se demonstra só nos fumadores mais experientes (para vocês verem a importância de um fumador). Com o avançar dos anos, a nossa respiração parece mais um acelerador a fundo de um camião dos anos 80 sem algumas peças essenciais como a panela de escape. Qual mal qual quê? Imaginem lá se um dia surge um concurso do género “O Som Certo” (parecido com “O Preço Certo”), e para 5000€ teríamos que imitar um acelerador a fundo de um camião dos anos 80 sem algumas peças essenciais como a panela de escape, quer dizer, já ganhámos!
3. Placa dentária característica. Não é que o tabaco seja o inimigo público n.º 1 da nossa placa dentária, contudo também não são grandes amigos. Mas até é bom! Ora vejam: um dia mais tarde todos nós vamos ter que arrancar alguns dentes. Sendo assim, não precisaremos, pois eles cairão que nem gingas! E assim podemos aqui poupar mais uns trocos, fumando e não lavando os dentes (e eu já nem conto com o dinheiro da escova e pasta de dentes, porque senão...).
4. Situação financeira menos confortável. Reparem que aqui foi utilizada a expressão “menos confortável” e não “desconfortável”, pois o tabaco não é assim tão caro. Há quem diga até que se deixarmos de tomar o pequeno-almoço todos os dias, não sairmos ao fim de semana e não comprarmos nada supérfluo, o dinheiro que gastamos no tabaco quase nem se nota na carteira! Aliás, em todos os outros pontos referidos atrás, pudemos reparar que o facto de fumarmos é-nos mais vantajoso finaceiramente, o que nos poderá, quiçá, levar a dizer que se quer poupar, faça como nós, fume!
1. Odor característico. É tão bom quando alguém nos diz por vezes que há certas lixeiras que cheiram melhor que a nossa boca e até que as nossas mãos. Temos que ver isto numa perspectiva positiva. Ora pensem: se para construir uma lixeira é necessário muito terreno disponível, e este, por ser cada vez mais escasso, encontra-se bastante valorizado, então agora imaginem quanto não valerá a boca de um fumador de (por exemplo) 7 anos?! Ainda com a promoção de levar um pack de 32 ou 23 (já não me lembro bem, sempre fiz confusão com os algarismos 2 e 3) dentes e, com estes, uma valiosíssima colecção de cáries! Em relação às cáries, uma vez ouvi dizer um dentista que, com a actual medicina dentária, é muito raro encontrarem-se cáries. E eu, esperto não é, pensei:
- Ai é raro, é? Então quando eu for o único gajo do mundo com cáries, quero ver quanto dinheiro receberei para ir à TV e a outras revistas do cenário (Maria, Telecinema, entre outras) mostrá-las!?!
2. Respiração inconfundível. Outro ponto importantíssimo que se demonstra só nos fumadores mais experientes (para vocês verem a importância de um fumador). Com o avançar dos anos, a nossa respiração parece mais um acelerador a fundo de um camião dos anos 80 sem algumas peças essenciais como a panela de escape. Qual mal qual quê? Imaginem lá se um dia surge um concurso do género “O Som Certo” (parecido com “O Preço Certo”), e para 5000€ teríamos que imitar um acelerador a fundo de um camião dos anos 80 sem algumas peças essenciais como a panela de escape, quer dizer, já ganhámos!
3. Placa dentária característica. Não é que o tabaco seja o inimigo público n.º 1 da nossa placa dentária, contudo também não são grandes amigos. Mas até é bom! Ora vejam: um dia mais tarde todos nós vamos ter que arrancar alguns dentes. Sendo assim, não precisaremos, pois eles cairão que nem gingas! E assim podemos aqui poupar mais uns trocos, fumando e não lavando os dentes (e eu já nem conto com o dinheiro da escova e pasta de dentes, porque senão...).
4. Situação financeira menos confortável. Reparem que aqui foi utilizada a expressão “menos confortável” e não “desconfortável”, pois o tabaco não é assim tão caro. Há quem diga até que se deixarmos de tomar o pequeno-almoço todos os dias, não sairmos ao fim de semana e não comprarmos nada supérfluo, o dinheiro que gastamos no tabaco quase nem se nota na carteira! Aliás, em todos os outros pontos referidos atrás, pudemos reparar que o facto de fumarmos é-nos mais vantajoso finaceiramente, o que nos poderá, quiçá, levar a dizer que se quer poupar, faça como nós, fume!
domingo, maio 16, 2004
E tu que vais ser?
Outra das situações que me tem vindo a arreliar é o facto de uma pessoa, no mundo em que vivemos, finalizar o seu curso e ir directamente para o desemprego. Anda um jovem agarrado aos livros 17 anos seguidos (se não chumbar nenhum) para ir para o desemprego ou, então, para ir trabalhar para outro local onde uma pessoa com a 4.ª classe é doutor!
Para mim, a culpa é do Estado. Compete ao Estado avaliar quais as suas (nossas) necessidades no que concerne ao n.º de licenciados. Nesta perspectiva, se fosse preciso parar o curso de professores (por exemplo) por 5 ou até 10 anos, parava-se e mais nada!
É melhor termos menos 1 licenciado do que mais 1 licenciado desempregado! Ou não?
Qualquer dia os licenciados de agronomia andam contentes por terem conseguido arranjar uma horta para poderem cultivar batatas! Os meus avós também cultivam batatas. Será que dão equivalências?!
Outra inovação que certamente surgirá, mais tarde ou mais cedo, é um curso para escolher que curso queres tirar!!! Do género:
- Então John, tudo ok? Já acabaste o curso?
- Se bem! Népia mén.
- Eh pá, sorry.
- Qual sorry, qual quê!!! Eu vou ser bombeiro voluntário! Ou arrumador! Ou toxicodependente!
Lado positivo- Pelo menos o Estado controlava o n.º de toxicodependentes e de arrumadores!
Para mim, a culpa é do Estado. Compete ao Estado avaliar quais as suas (nossas) necessidades no que concerne ao n.º de licenciados. Nesta perspectiva, se fosse preciso parar o curso de professores (por exemplo) por 5 ou até 10 anos, parava-se e mais nada!
É melhor termos menos 1 licenciado do que mais 1 licenciado desempregado! Ou não?
Qualquer dia os licenciados de agronomia andam contentes por terem conseguido arranjar uma horta para poderem cultivar batatas! Os meus avós também cultivam batatas. Será que dão equivalências?!
Outra inovação que certamente surgirá, mais tarde ou mais cedo, é um curso para escolher que curso queres tirar!!! Do género:
- Então John, tudo ok? Já acabaste o curso?
- Se bem! Népia mén.
- Eh pá, sorry.
- Qual sorry, qual quê!!! Eu vou ser bombeiro voluntário! Ou arrumador! Ou toxicodependente!
Lado positivo- Pelo menos o Estado controlava o n.º de toxicodependentes e de arrumadores!
domingo, maio 09, 2004
Para sempre...
-Estou? É do 112?
A ambulância chegou dez minutos depois, disfarçada de carrinha funerária. Levou o corpo morto (e outro meio morto) para o hospital e acelerou para o outro lado da cidade, como resposta a outra chamada idêntica. A mãe agarrou-se ao corpo dela, a chorar, a gritar, a implorar para que acordasse do pesadelo. Perto dali, um rapaz novo, sentado na areia da praia, pensava no que seria agora a sua vida, enquanto duas gotas caíam da sua alma e se juntavam ao mar.
Cátia e Mário. Desde sempre. Sempre juntos.
Naquela noite, os pais dela não a quiseram deixar sair. Regressaria muito tarde, o pai estava cansado e vir sozinha nem pensar! Mas era uma festa de anos!
-Tens de ir, Cátia! Eu vou aí buscar-te!
-Não, Mário, não posso!
-Sais às escondidas. Despois dos teus pais adormecerem mandas-me um toque para o meu telemóvel e eu peço o carro ao Telmo e vou aí buscar-te. Os teus pais não precisam de saber de nada!
-Humm... E como voltamos? A que horas?
-Logo se vê! Às horas que tu quiseres...
-E se os meus pais acordam?
Mas ela foi. E nessa noite olhou para os pais com mais ternura do que o costume, sentindo-se já culpada pelo que ainda não tinha feito. Deu-lhes um beijo de boa noite e...
A festa estava a ser uma seca. O pessoal estava todo bêbado e a maior parte fumava charutos. O que lhe valeu foi ter o Mário ali ao lado, como sempre. Já preocupada com as horas, pediu-lhe para voltarem e ele foi pedir a chave ao Telmo, mas este recusou-se a emprestá-la.
-No meu Lord ninguém toca! Eu conduzo!
-Mas Telmo é só um Fiat! E tu estás bêbado!
-Ok... Cátia! Anda!
Ela ainda tentou convencer o amigo a deixar conduzir o namorado, mas foi em vão. Arrancou. Acelerou. E acelerou ainda mais até à morte da rapariga, porque subitamente apareceram à sua frente sinais amarelos e óleo e um carro na outra via. Havia obras na estrada, mal sinalizadas, pois não estavam colocadas com antecedência. Era como se fizessem parte da própria obra! Telmo assustou-se e rodou o volante. O óleo mal limpo na estrada fê-lo perder o controlo do carro em alta velocidade que o fez embater no carro que vinha de frente.
Aquela noite mudou para sempre a vida de cinco pessoas. Os pais morreram por dentro. O Mário nunca mais foi o mesmo, sentindo-se culpado pela morte dela, fazendo do psicólogo a sua tentativa de cura. O condutor vitimado ficou paraplégico, obrigando o Telmo a pagar-lhe indemnizações e todos os gastos, o que, mesmo assim, o deixou revoltado com a justiça portuguesa, visto que a pena aplicada foi uma inibição de conduzir e o pagamento de uma coima. Como é que alguém que destrói assim a vida de tantas pessoas não é condenado sequer a alguns anos de prisão? A culpa também foi da estrada, sim: as obras mal sinalizadas e os restos de óleos no chão, deixados provavelmente pela máquinas da obra, mas... e a velocidade?!... E o álcool?!...
-Cuidado, Telmo! Olha o carro! Vamos bater!
Os gritos e avisos desesperados foram as últimas palavras de Cátia.
A ambulância chegou dez minutos depois, disfarçada de carrinha funerária. Levou o corpo morto (e outro meio morto) para o hospital e acelerou para o outro lado da cidade, como resposta a outra chamada idêntica. A mãe agarrou-se ao corpo dela, a chorar, a gritar, a implorar para que acordasse do pesadelo. Perto dali, um rapaz novo, sentado na areia da praia, pensava no que seria agora a sua vida, enquanto duas gotas caíam da sua alma e se juntavam ao mar.
Cátia e Mário. Desde sempre. Sempre juntos.
Naquela noite, os pais dela não a quiseram deixar sair. Regressaria muito tarde, o pai estava cansado e vir sozinha nem pensar! Mas era uma festa de anos!
-Tens de ir, Cátia! Eu vou aí buscar-te!
-Não, Mário, não posso!
-Sais às escondidas. Despois dos teus pais adormecerem mandas-me um toque para o meu telemóvel e eu peço o carro ao Telmo e vou aí buscar-te. Os teus pais não precisam de saber de nada!
-Humm... E como voltamos? A que horas?
-Logo se vê! Às horas que tu quiseres...
-E se os meus pais acordam?
Mas ela foi. E nessa noite olhou para os pais com mais ternura do que o costume, sentindo-se já culpada pelo que ainda não tinha feito. Deu-lhes um beijo de boa noite e...
A festa estava a ser uma seca. O pessoal estava todo bêbado e a maior parte fumava charutos. O que lhe valeu foi ter o Mário ali ao lado, como sempre. Já preocupada com as horas, pediu-lhe para voltarem e ele foi pedir a chave ao Telmo, mas este recusou-se a emprestá-la.
-No meu Lord ninguém toca! Eu conduzo!
-Mas Telmo é só um Fiat! E tu estás bêbado!
-Ok... Cátia! Anda!
Ela ainda tentou convencer o amigo a deixar conduzir o namorado, mas foi em vão. Arrancou. Acelerou. E acelerou ainda mais até à morte da rapariga, porque subitamente apareceram à sua frente sinais amarelos e óleo e um carro na outra via. Havia obras na estrada, mal sinalizadas, pois não estavam colocadas com antecedência. Era como se fizessem parte da própria obra! Telmo assustou-se e rodou o volante. O óleo mal limpo na estrada fê-lo perder o controlo do carro em alta velocidade que o fez embater no carro que vinha de frente.
Aquela noite mudou para sempre a vida de cinco pessoas. Os pais morreram por dentro. O Mário nunca mais foi o mesmo, sentindo-se culpado pela morte dela, fazendo do psicólogo a sua tentativa de cura. O condutor vitimado ficou paraplégico, obrigando o Telmo a pagar-lhe indemnizações e todos os gastos, o que, mesmo assim, o deixou revoltado com a justiça portuguesa, visto que a pena aplicada foi uma inibição de conduzir e o pagamento de uma coima. Como é que alguém que destrói assim a vida de tantas pessoas não é condenado sequer a alguns anos de prisão? A culpa também foi da estrada, sim: as obras mal sinalizadas e os restos de óleos no chão, deixados provavelmente pela máquinas da obra, mas... e a velocidade?!... E o álcool?!...
-Cuidado, Telmo! Olha o carro! Vamos bater!
Os gritos e avisos desesperados foram as últimas palavras de Cátia.
Quer dizer, digo eu...
Todos nós já cometemos infracções ao volante do nosso carro. Arrisco-me até a dizer que todos nós, todos os dias, cometemos infracções rodoviárias, melhor designadas por contra-ordenações rodoviárias. A nova alteração do código da estrada irá introduzir um aumento muito significativo no montante das coimas. A lei só é lei porque é aceite pela sociedade. Vamos nós aceitar esta? Eu aceito. Mas eu não sou a sociedade! Será que é o caminho certo? Analisemos...
1. Será que o desgraçado que recebe o ordenado mínimo terá dinheiro para pagar a coima referente à contra-ordenação muito grave de ser apanhado com álcool no sangue (0,8 a 1,2 g/l)? É claro que ele não devia conduzir bêbado, mas, depois da polícia o apanhar, o único caminho a seguir é o pagamento da coima. E o resto do mês? Quem o pagará? Até aos dias de hoje nunca vi os meninos de fatinho queixarem-se por causa das multas. Mas uns mais esfarrapados já. Não creio que tenham pensado nestes...
2. E qual a importância desse aumento para o infractor? Não penso que seja este bruto aumento que vá fazer com que determinados condutores deixem de ter determinados comportamentos. Não é na estatuição da norma que está a solução. Ora vejamos... no código actual (pois o novo de que falamos ainda não entrou em vigor) existem coimas de 50 euros. 10 contos ainda é dinheiro, ou já não?! E, mesmo assim, muita gente ainda brinca com o seu pópó na estrada! Talvez a solução passe pela garantia de ter sempre de pagar, ou seja, se sempre que cometêssemos uma contra-ordenação fossemos imediatamente identificados pela polícia e obrigados a realizar o pagamento da respectiva coima; então aí acredito que alguma coisa iria mudar.
Quer dizer, digo eu...
1. Será que o desgraçado que recebe o ordenado mínimo terá dinheiro para pagar a coima referente à contra-ordenação muito grave de ser apanhado com álcool no sangue (0,8 a 1,2 g/l)? É claro que ele não devia conduzir bêbado, mas, depois da polícia o apanhar, o único caminho a seguir é o pagamento da coima. E o resto do mês? Quem o pagará? Até aos dias de hoje nunca vi os meninos de fatinho queixarem-se por causa das multas. Mas uns mais esfarrapados já. Não creio que tenham pensado nestes...
2. E qual a importância desse aumento para o infractor? Não penso que seja este bruto aumento que vá fazer com que determinados condutores deixem de ter determinados comportamentos. Não é na estatuição da norma que está a solução. Ora vejamos... no código actual (pois o novo de que falamos ainda não entrou em vigor) existem coimas de 50 euros. 10 contos ainda é dinheiro, ou já não?! E, mesmo assim, muita gente ainda brinca com o seu pópó na estrada! Talvez a solução passe pela garantia de ter sempre de pagar, ou seja, se sempre que cometêssemos uma contra-ordenação fossemos imediatamente identificados pela polícia e obrigados a realizar o pagamento da respectiva coima; então aí acredito que alguma coisa iria mudar.
Quer dizer, digo eu...
sábado, maio 01, 2004
Tudo se resume a...
Uma das grandes questões que a humanidade sempre colocou a si própria diz repeito à razão pela qual vivemos. Todos podemos constactar facilmente o que temos feito diariamente ao longo de toda a nossa existência: uma cagada de todo o tamanho que culminará inevitavelmente com a existinção do ser humano. Mas o que é que devemos realmente fazer? Qual a razão pela qual fomos colocados neste mundo que eu considero absolutamente maravilhoso mas que é tantas vezes depreciado e maltratado?
Muitos foram aqueles que opinaram sobre esta questão, uns com respostas mais credíveis, outros nem tanto. Certamente, se perguntarem a um dos muitos jogadores de futebol que existem por este mundo fora, estes responderão que estão cá para dar 110% pela sua equipa e que têm trabalhado domingo a domingo em busca de melhores resultados. É óbvio que é uma possível solução, mas temos de ter em conta a fonte, neste caso, uma pessoa que luta desesperadamente para conseguir articular uma frase e que tem a irritante mania de falar sobre si próprio na terceira pessoa.
Exemplo:
- Então Arnaldo Azeitona, grande partida!
- É isso aí! Arnaldo Azeitona tem trabalho todos os dias a 200%. Arnaldo Azeitona está muito contente em Portugal. Arnaldo Azeitona vem treinando pra jogar bem, quer jogar bem e, no fundo, acha que jogou bem. Arnaldo Azeitona está muito contente por jogar na Associação de Futebol “Os Trambolhos”.
E é isto. Por muito desesperante que possa parecer, toda a nossa existência pode-se resumir a isto. Ou então não, pois também há quem diga que estamos cá para aproveitar a vida ao máximo e, enquanto o fazemos, deixar o mundo um pouco melhor do que o encontrámos quando cá chegámos. Ou então estamos cá para comer o máximo de filetes de pescada que conseguirmos, o que é igualmente uma resposta viável.
Depois há aquela história do escrever um livro, plantar uma árvore e fazer um filho. Bem escrever um livro ainda não escrevi, mas se contarmos todos os testes que já fiz na minha vida escolar, acho que escrevi o equivalente a cinco enciclopédias luso-brasileiras, o que é claramente um ponto a meu favor. Quanto a plantar uma árvore, também nunca plantei uma árvore, mas uma vez que a minha mãe já plantou cerca de cinquenta mil flores no seu jardim, acho que me sinto na legitimidade de poder dizer que ela já fez o favor de plantar flores suficientes para a minha família se considerar realizada pelo menos por dez gerações. Finalmente, quanto a ter um filho, esta será certamente a minha grande lacuna. Após ter tentado as mais variadas abordagens, cheguei a duas tristes conclusões: ou não tenho jeito nenhum com raparigas ou então tenho andado enganado durante vinte e tal anos e, em vez de usar perfume, uso um poderoso repelente contra rinocerontes, o que não será certamente muito agradável ao nariz humano.
Como acabei de confirmar que o meu perfume é perfeitamente normal, resta-me chegar à desesperante conclusão de que não tenho muito jeito com raparigas. E agora que penso nisto, acho que é mesmo isso. Aliás, provas disso não faltam. Lembro-me da possibilidade que tive de namorar, quando andava no sétimo ano de escolaridade, com a grande diva da altura. Não, não era a Chicholina, era sim a rapariga mais bonita da turma e, a meu ver, da escola. E o que é que aqui o je decidiu fazer? Jogar à bola até ao final do nono ano e cagar de alto na top-model cá da zona.
Neste momento estou a sentir uma enorme falta de forças e vontade de me fustigar face ao que escrevi no parágrafo anterior. E quem tiver a oportunidade de ler isto estará a pensar que sou um panasca, um banana a quem deveriam ser arremessadas enormes batatas embebidas em leite fora do prazo.
Mas isto agora também não interessa para nada. Apesar de eu realmente não passar de um grande banana (e não me estou a referir ao meu órgão sexual), a grande questão prende-se sim com a razão da nossa existência. Após ler conclusões de mentes brilhantes da história humana, eu em dez minutos cheguei a uma conclusão e estou plenamente convicto de que estou certo. Sinto neste momento uma enorme ansiedade por parte do leitor. Este já transpira por tudo o que é lado, passa rapidamente várias páginas à frente em busca da resposta. Calma meus queridos panascas, a resposta será dada no parágrafo que se segue. Deixem-me antes falar primeiro sobre o penso higiénico. O penso higiénico é muito suave. O penso higiénico é branco, pelo menos até estar usado. O penso higiénico é colocado na...
E agora sim, a simples resposta para uma tão complexa pergunta. Minhas queridas e palhaços espalhados por esse mundo fora nós estamos cá para... Deixei-me antes falar-vos um pouco sobre o cotonete. O cotonete... Estou a brincar! Bolas, eu sou mesmo danado para a palhaçada! Pensavam que eu vos ia dizer que os cotonetes servem para limpar os ouvidos, que são brancos (pelo menos até serem utilizados) e que podem vir em embalagens de 25, 50 ou 100 unidades? Nada disso. Minhas queridas e barrascos espalhados por esse mundo fora, eu vou ser directo. A meu ver, nós estamos vivos para podermos amar o próximo.
Calma, calma, eu sei que esta ideia não é nada original, mas eu nunca disse que iria ser original na minha resposta. Pronto, claro que podia ser ainda mais directo e dizer que nós estamos cá é para meter o carro na garagem, mas não me parece tão poético e há mesmo quem incompreensivelmente ache que estarei a ser algo jabardolas. A pensar nestas pessoas, eu vou reafirmar a minha ideia: nós estamos cá para nos amarmos mutuamente.
E é precisamente neste ponto que eu encontro um obstáculo de peso. Apesar de ser uma ideia muito poética, o que acontece é que eu sou muito macho, pelo que a minha vontade é mesmo amar o máximo de raparigas que puder e mandar os rapazes ir defecar ao bosque mais próximo. Eu sei, eu sei, lá estou eu com o meu mau feitio, mas a verdade é esta. De que me vale estar a dizer que é muito lindo ter imensos amigos se não se meter o carro na garagem? Não estão de acordo? Esta questão vai também para as raparigas...
Mas isto não é tudo, ainda há mais. Para além de ter chumbado no exame de código, de ter os dentes tortos e ser extremamente musculado (esta última parte não tem necessariamente de ser verdade), surge-me ainda mais um grande obstáculo que ainda hoje me parece ser intransponível. Como se tudo isto não bastasse, embora eu tenha a perfeita convicção de quero muito (mesmo muito) amar uma rapariga (de preferência sueca, com enormes glândulas mamárias e que não fale muito), acho que elas ainda não perceberam que me querem amar, e enquanto esta situação permanece estagnada, cá vou eu recorrendo ao canal dezoito. Bem mau...
E de que mais provas precisamos nós para confirmar de que estamos cá uns para os outros? Como é que uma pessoa se sente quando ajuda alguém ou está apaixonada? No primeiro caso, se a pessoa não paga prega-se-lhe logo um murro nos cornos. Agora, quando estamos apaixonados, até a merda cheira a rosas (que bela comparação...). O que eu quero dizer é que quando se gosta de alguém, fazem-se as maiores barbaridades sem ter consciência de que se está a ser um grande panasca.
Exemplos de quando se está a ser um grande panasca:
1. quando se escrevem cartas de amor
Nunca mas nunca se deve escrever uma carta de amor a alguém pois, no dia em que as coisas correrem para o torto, essa pessoa terá a doentia tendência para ameaçar que vai mostrar aquele infeliz pedaço de papel a todos, podendo mesmo ocorrer nas mentes mais perversas a ideia de publicá-la num jornal nacional de grande tiragem, como por exemplo o “Bucetas Gostosas”.
2. quando não se larga essa pessoa
Deve-se sempre mostrar que temos a nossa independência e que até temos uma vida extremamente activa, ainda que a coisa mais interessante que possamos ter para fazer no nosso dia a dia seja desemtupir a sanita. Se cairmos no erro de estar sempre colados a essa pessoa, ela pode começar a fartar-se e resolver começar a andar com um gajo do Sri Lanka, o que deixaria qualquer pessoa no lodo.
3. quando se faz tudo o que ela quer
Por vezes é mesmo preciso bater o pé e dizer não. Por muito que essa pessoa queira ter relações sexuais consigo dez vezes ao dia, e mesmo que essa pessoa queira fazer uma orgia envolvendo a sua pessoa e as suas amigas do norte da Europa (maioritariamente suecas), um homem deve ser forte e dizer que não só para mostrar que ali quem manda é ele.
4. quando se escuta música pimba com um sorriso nos lábios
Embora não esteja directamente relacionado com o assunto que estamos a tratar, sinto ter o dever moral de alertar as pessoas para o facto de, quando se escuta música pimba e afirmamos que aquele tipo de música tem qualidade, essa pessoa está a ser panasca. No caso de essa pessoa ter o mórbido hábito de dançar ao som desse tipo de música, então o caso deverá ser exposto com toda a urgência a uma instituição de ajuda psiquiátrica. A excepção vai, obviamente, para os Pink Floyd portugueses, os Broa de Mel. Arrisco mesmo dizer que, quem não gosta de escutar os Broa de Mel, não gosta de música.
5. quando não se é do Sport Lisboa e Benfica
Pois é, eu até me dói ter que falar nisto mas lá terá de ser. Meus amigos, quem não é do glorioso SLB é de facto panasca com letra maiúscula, ou seja, Panasca. Como se isso não bastasse, as pessoas que não são do SLB têm hálito a alho e têm um poder maquiavélico dentro delas. A sério. E pior que isso, quem é do Porto tem a mania de se cuspir todo a falar e de trocar o B pelo V, o que é algo de absolutamente insopurtável.
Exemplo:
- Olha, tás a ber a bagina da banessa?
- Volas, é vem vacana!
Acreditem em mim, é melhor serem do SLB.
E neste momento estarão vocês a pensar:
- Ok, já sei o que não devo de fazer. Mas então o que tenho eu de fazer para me fazer acompanhar sempre de belos pacotões?
Como se não bastasse ter a resposta para a nossa razão existencial, eu tenho igualmente a resposta para esta questão tão pertinente, bastando apenas cumprir um destes 3 tópicos:
1. ganhar a lotaria nacional;
2. não usar calças até ao umbigo;
3. não divulgar a ninguém de que se gosta de comer coratos com pêlo;
Ok, eu sei que não é fácil cumprir pelo menos um destes requisitos, mas têm que fazer um esforço uma vez que é por uma boa causa.
Minhas amigas e caros palhaços, eu é que tenho razão, eu sei como é a dura realidade dos nossos dias. Essas tretas do bastar sermos nós próprios e de elas gostarem de um tipo com sentido de humor é uma treta de primeira. Aliás, a prova está aqui: há meia hora que estou para aqui a dizer palhaçadas e quantas de vocês, caras leitoras, se sentem atraídas por mim? Bem me parecia...
Muitos foram aqueles que opinaram sobre esta questão, uns com respostas mais credíveis, outros nem tanto. Certamente, se perguntarem a um dos muitos jogadores de futebol que existem por este mundo fora, estes responderão que estão cá para dar 110% pela sua equipa e que têm trabalhado domingo a domingo em busca de melhores resultados. É óbvio que é uma possível solução, mas temos de ter em conta a fonte, neste caso, uma pessoa que luta desesperadamente para conseguir articular uma frase e que tem a irritante mania de falar sobre si próprio na terceira pessoa.
Exemplo:
- Então Arnaldo Azeitona, grande partida!
- É isso aí! Arnaldo Azeitona tem trabalho todos os dias a 200%. Arnaldo Azeitona está muito contente em Portugal. Arnaldo Azeitona vem treinando pra jogar bem, quer jogar bem e, no fundo, acha que jogou bem. Arnaldo Azeitona está muito contente por jogar na Associação de Futebol “Os Trambolhos”.
E é isto. Por muito desesperante que possa parecer, toda a nossa existência pode-se resumir a isto. Ou então não, pois também há quem diga que estamos cá para aproveitar a vida ao máximo e, enquanto o fazemos, deixar o mundo um pouco melhor do que o encontrámos quando cá chegámos. Ou então estamos cá para comer o máximo de filetes de pescada que conseguirmos, o que é igualmente uma resposta viável.
Depois há aquela história do escrever um livro, plantar uma árvore e fazer um filho. Bem escrever um livro ainda não escrevi, mas se contarmos todos os testes que já fiz na minha vida escolar, acho que escrevi o equivalente a cinco enciclopédias luso-brasileiras, o que é claramente um ponto a meu favor. Quanto a plantar uma árvore, também nunca plantei uma árvore, mas uma vez que a minha mãe já plantou cerca de cinquenta mil flores no seu jardim, acho que me sinto na legitimidade de poder dizer que ela já fez o favor de plantar flores suficientes para a minha família se considerar realizada pelo menos por dez gerações. Finalmente, quanto a ter um filho, esta será certamente a minha grande lacuna. Após ter tentado as mais variadas abordagens, cheguei a duas tristes conclusões: ou não tenho jeito nenhum com raparigas ou então tenho andado enganado durante vinte e tal anos e, em vez de usar perfume, uso um poderoso repelente contra rinocerontes, o que não será certamente muito agradável ao nariz humano.
Como acabei de confirmar que o meu perfume é perfeitamente normal, resta-me chegar à desesperante conclusão de que não tenho muito jeito com raparigas. E agora que penso nisto, acho que é mesmo isso. Aliás, provas disso não faltam. Lembro-me da possibilidade que tive de namorar, quando andava no sétimo ano de escolaridade, com a grande diva da altura. Não, não era a Chicholina, era sim a rapariga mais bonita da turma e, a meu ver, da escola. E o que é que aqui o je decidiu fazer? Jogar à bola até ao final do nono ano e cagar de alto na top-model cá da zona.
Neste momento estou a sentir uma enorme falta de forças e vontade de me fustigar face ao que escrevi no parágrafo anterior. E quem tiver a oportunidade de ler isto estará a pensar que sou um panasca, um banana a quem deveriam ser arremessadas enormes batatas embebidas em leite fora do prazo.
Mas isto agora também não interessa para nada. Apesar de eu realmente não passar de um grande banana (e não me estou a referir ao meu órgão sexual), a grande questão prende-se sim com a razão da nossa existência. Após ler conclusões de mentes brilhantes da história humana, eu em dez minutos cheguei a uma conclusão e estou plenamente convicto de que estou certo. Sinto neste momento uma enorme ansiedade por parte do leitor. Este já transpira por tudo o que é lado, passa rapidamente várias páginas à frente em busca da resposta. Calma meus queridos panascas, a resposta será dada no parágrafo que se segue. Deixem-me antes falar primeiro sobre o penso higiénico. O penso higiénico é muito suave. O penso higiénico é branco, pelo menos até estar usado. O penso higiénico é colocado na...
E agora sim, a simples resposta para uma tão complexa pergunta. Minhas queridas e palhaços espalhados por esse mundo fora nós estamos cá para... Deixei-me antes falar-vos um pouco sobre o cotonete. O cotonete... Estou a brincar! Bolas, eu sou mesmo danado para a palhaçada! Pensavam que eu vos ia dizer que os cotonetes servem para limpar os ouvidos, que são brancos (pelo menos até serem utilizados) e que podem vir em embalagens de 25, 50 ou 100 unidades? Nada disso. Minhas queridas e barrascos espalhados por esse mundo fora, eu vou ser directo. A meu ver, nós estamos vivos para podermos amar o próximo.
Calma, calma, eu sei que esta ideia não é nada original, mas eu nunca disse que iria ser original na minha resposta. Pronto, claro que podia ser ainda mais directo e dizer que nós estamos cá é para meter o carro na garagem, mas não me parece tão poético e há mesmo quem incompreensivelmente ache que estarei a ser algo jabardolas. A pensar nestas pessoas, eu vou reafirmar a minha ideia: nós estamos cá para nos amarmos mutuamente.
E é precisamente neste ponto que eu encontro um obstáculo de peso. Apesar de ser uma ideia muito poética, o que acontece é que eu sou muito macho, pelo que a minha vontade é mesmo amar o máximo de raparigas que puder e mandar os rapazes ir defecar ao bosque mais próximo. Eu sei, eu sei, lá estou eu com o meu mau feitio, mas a verdade é esta. De que me vale estar a dizer que é muito lindo ter imensos amigos se não se meter o carro na garagem? Não estão de acordo? Esta questão vai também para as raparigas...
Mas isto não é tudo, ainda há mais. Para além de ter chumbado no exame de código, de ter os dentes tortos e ser extremamente musculado (esta última parte não tem necessariamente de ser verdade), surge-me ainda mais um grande obstáculo que ainda hoje me parece ser intransponível. Como se tudo isto não bastasse, embora eu tenha a perfeita convicção de quero muito (mesmo muito) amar uma rapariga (de preferência sueca, com enormes glândulas mamárias e que não fale muito), acho que elas ainda não perceberam que me querem amar, e enquanto esta situação permanece estagnada, cá vou eu recorrendo ao canal dezoito. Bem mau...
E de que mais provas precisamos nós para confirmar de que estamos cá uns para os outros? Como é que uma pessoa se sente quando ajuda alguém ou está apaixonada? No primeiro caso, se a pessoa não paga prega-se-lhe logo um murro nos cornos. Agora, quando estamos apaixonados, até a merda cheira a rosas (que bela comparação...). O que eu quero dizer é que quando se gosta de alguém, fazem-se as maiores barbaridades sem ter consciência de que se está a ser um grande panasca.
Exemplos de quando se está a ser um grande panasca:
1. quando se escrevem cartas de amor
Nunca mas nunca se deve escrever uma carta de amor a alguém pois, no dia em que as coisas correrem para o torto, essa pessoa terá a doentia tendência para ameaçar que vai mostrar aquele infeliz pedaço de papel a todos, podendo mesmo ocorrer nas mentes mais perversas a ideia de publicá-la num jornal nacional de grande tiragem, como por exemplo o “Bucetas Gostosas”.
2. quando não se larga essa pessoa
Deve-se sempre mostrar que temos a nossa independência e que até temos uma vida extremamente activa, ainda que a coisa mais interessante que possamos ter para fazer no nosso dia a dia seja desemtupir a sanita. Se cairmos no erro de estar sempre colados a essa pessoa, ela pode começar a fartar-se e resolver começar a andar com um gajo do Sri Lanka, o que deixaria qualquer pessoa no lodo.
3. quando se faz tudo o que ela quer
Por vezes é mesmo preciso bater o pé e dizer não. Por muito que essa pessoa queira ter relações sexuais consigo dez vezes ao dia, e mesmo que essa pessoa queira fazer uma orgia envolvendo a sua pessoa e as suas amigas do norte da Europa (maioritariamente suecas), um homem deve ser forte e dizer que não só para mostrar que ali quem manda é ele.
4. quando se escuta música pimba com um sorriso nos lábios
Embora não esteja directamente relacionado com o assunto que estamos a tratar, sinto ter o dever moral de alertar as pessoas para o facto de, quando se escuta música pimba e afirmamos que aquele tipo de música tem qualidade, essa pessoa está a ser panasca. No caso de essa pessoa ter o mórbido hábito de dançar ao som desse tipo de música, então o caso deverá ser exposto com toda a urgência a uma instituição de ajuda psiquiátrica. A excepção vai, obviamente, para os Pink Floyd portugueses, os Broa de Mel. Arrisco mesmo dizer que, quem não gosta de escutar os Broa de Mel, não gosta de música.
5. quando não se é do Sport Lisboa e Benfica
Pois é, eu até me dói ter que falar nisto mas lá terá de ser. Meus amigos, quem não é do glorioso SLB é de facto panasca com letra maiúscula, ou seja, Panasca. Como se isso não bastasse, as pessoas que não são do SLB têm hálito a alho e têm um poder maquiavélico dentro delas. A sério. E pior que isso, quem é do Porto tem a mania de se cuspir todo a falar e de trocar o B pelo V, o que é algo de absolutamente insopurtável.
Exemplo:
- Olha, tás a ber a bagina da banessa?
- Volas, é vem vacana!
Acreditem em mim, é melhor serem do SLB.
E neste momento estarão vocês a pensar:
- Ok, já sei o que não devo de fazer. Mas então o que tenho eu de fazer para me fazer acompanhar sempre de belos pacotões?
Como se não bastasse ter a resposta para a nossa razão existencial, eu tenho igualmente a resposta para esta questão tão pertinente, bastando apenas cumprir um destes 3 tópicos:
1. ganhar a lotaria nacional;
2. não usar calças até ao umbigo;
3. não divulgar a ninguém de que se gosta de comer coratos com pêlo;
Ok, eu sei que não é fácil cumprir pelo menos um destes requisitos, mas têm que fazer um esforço uma vez que é por uma boa causa.
Minhas amigas e caros palhaços, eu é que tenho razão, eu sei como é a dura realidade dos nossos dias. Essas tretas do bastar sermos nós próprios e de elas gostarem de um tipo com sentido de humor é uma treta de primeira. Aliás, a prova está aqui: há meia hora que estou para aqui a dizer palhaçadas e quantas de vocês, caras leitoras, se sentem atraídas por mim? Bem me parecia...